DIREITOS HUMANOS – Dois Pedreiros Mortos em Operação da PM no Rio: Confundidos com Criminosos Durante Deslocamento para o Trabalho e Reações de Protesto na Região.

Na manhã de quarta-feira, 27 de setembro, uma tragédia marcou a rotina de trabalhadores da construção civil em São Gonçalo, na região metropolitana do Rio de Janeiro. Dois pedreiros, identificados como Marcelo da Cruz Silva e Edivan Felipe de Assis, perderam a vida em um incidente ocorrido durante uma operação da Polícia Militar no Jardim Catarina. A situação gerou clamor e exigências de investigação rigorosa.

Os dois homens estavam a caminho do trabalho, carregando suas ferramentas e marmitas, quando foram confundidos com criminosos, segundo informações preliminares divulgadas pela Comissão de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro. A confusão resultou em uma ação fatal por parte dos agentes de segurança.

Dani Monteiro, deputada e presidente da Comissão, não poupou críticas à atuação policial: “Esse caso exige uma investigação rigorosa, uma perícia técnica imediata e a divulgação das imagens das câmeras corporais dos agentes envolvidos. É inadmissível que trabalhadores sejam mortos pelo Estado enquanto se dirigem a seus postos de trabalho para sustentar suas famílias”, afirmou, ressaltando a necessidade de transparência e responsabilidade na atuação da polícia.

Em resposta ao ocorrido, a Polícia Militar emitiu um comunicado lamentando as mortes e assegurando que todas as circunstâncias do caso serão minuciosamente apuradas. A corporação destacou a importância de colaborar nas investigações, que estão sendo conduzidas pela Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí. Policiais e testemunhas já estão sendo ouvidos, e as armas dos agentes foram apreendidas para exames balísticos.

Após a tragédia, parentes das vítimas e moradores da comunidade iniciaram um protesto bloqueando a BR-101, expressando sua indignação diante da brutalidade que resultou na morte dos trabalhadores. No entanto, a manifestação foi dispersada pela Polícia Militar, que utilizou spray de pimenta e balas de borracha para controlar a situação.

O caso ilustra os desafios da segurança pública no Brasil, especialmente em uma área marcada pela violência e conflitos entre as forças de segurança e a população civil. As investigações que se seguem serão cruciais para esclarecer as responsabilidades e garantir a justiça às famílias enlutadas.

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