O ouvidor é responsável por receber denúncias de policiais que tenham cometido excessos ou condutas que vão contra os princípios da corporação. No entanto, ele não tem o poder de investigação, apenas encaminha as denúncias para a Corregedoria, que é responsável por apurar os casos.
Durante a sabatina, cada candidato teve 10 minutos para se apresentar e responder a perguntas dos conselheiros. Entre os temas abordados, estava a demora na implementação do Sistema Único de Segurança Pública (Susp), que deveria estar em vigência há mais de seis anos. O Susp foi criado pela Lei nº 13.675/2018 com o objetivo de unificar informações das corporações policiais.
Uma das candidatas, a educadora popular Luana de Oliveira, destacou sua origem em um território violento e vulnerável, além de abordar a importância de um modelo participativo da sociedade civil na gestão da ouvidoria. Outro candidato, o advogado Mauro Caseri, mencionou sua experiência em administração pública e seu compromisso com os desfavorecidos.
Atual ouvidor das polícias, Claudio Aparecido da Silva, ressaltou a importância de uma polícia mais humana e seu engajamento em atos organizados por movimentos sociais. Todos os candidatos demonstraram estar preparados para assumir o cargo e contribuir para a melhoria da segurança pública no estado de São Paulo. A decisão final ficará a cargo do governador, que terá a responsabilidade de escolher quem estará à frente da Ouvidoria a partir de janeiro de 2025.





