Segundo os relatos iniciais, Diego planejou meticulosamente o crime. Ele teria utilizado uma escada para acessar a marquise da casa de Dayse e, com a ajuda de ferramentas, arrombou a porta da residência. A comandante, que dormia no momento do ataque, não teve tempo de reagir, conforme investigado pela polícia. O delegado Fabrício Dutra, à frente do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa, confirmou que as circunstâncias evidenciam que Diego foi à casa com a intenção clara de cometer o feminicídio.
A delegada Raffaella Aguiar, responsável pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Mulher, comentou que a relação entre Dayse e Diego era marcada por comportamento possessivo e controlador por parte do agressor. Informações preliminares indicam que a comandante estava buscando se afastar do relacionamento. O pai de Dayse, Carlos Roberto Teixeira, revelou que a relação era tumultuada e que havia sinais de violência, embora não existissem registros formais de queixas contra o agressor. Ele recordou de um episódio em que interveio para proteger a filha, ao flagrá-la sendo sufocada por Diego.
Dayse Mattos tinha se tornado uma figura emblemática na segurança pública do Espírito Santo, sendo a primeira mulher a assumir o cargo de comandante da Guarda Civil Municipal. Sua trajetória foi marcada pela luta incessante pelos direitos das mulheres e pela promoção da segurança em sua comunidade.
Em uma nota oficial, o Ministério da Justiça e Segurança Pública expressou pesar pela perda de Dayse, destacando a gravidade do feminicídio no Brasil e chamando a atenção para a necessidade urgente de um enfrentamento mais eficaz contra essa forma de violência. O governo do Estado e a Prefeitura de Vitória também decretaram luto oficial de três dias em homenagem à comandante, ressaltando a importância de sua atuação na segurança pública e o impacto devastador do feminicídio em toda a sociedade.
