DIREITOS HUMANOS – Buscas por Crianças Desaparecidas em Quilombo Completa 12 Dias com Apoio de Militares e Voluntários em Bacabal, Maranhão

As investigações referentes ao desaparecimento de duas crianças em um quilombo na zona rural de Bacabal, Maranhão, continuam em ritmo intenso, completando agora 12 dias de busca. Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4 anos, desapareceram em 4 de janeiro enquanto brincavam no Quilombo de São Sebastião dos Pretos. Uma terceira criança, Anderson Kauan, de 8 anos, que estava com eles, foi encontrada no dia 7 por carroceiros em um povoado vizinho.

As operações de busca ocorrem em uma área de aproximadamente 54 quilômetros quadrados, marcada por vegetação densa, terrenos acidentados e pouco acesso. Nesta semana, equipes de mergulhadores do Corpo de Bombeiros Militar do Maranhão intensificaram a varredura no Lago Limpo, local que pode ter sido percorrido pelas crianças. O esforço pela localização dos pequenos ganhou reforço significativo, com a chegada de sete bombeiros e dois cães farejadores enviados pelo estado do Pará, além de cinco bombeiros e quatro cães do Ceará.

Cerca de 500 pessoas participam das buscas, incluindo profissionais do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, agentes das forças de segurança locais – como o Corpo de Bombeiros e a Polícia Civil – e voluntários da comunidade quilombola. Um aplicativo de geolocalização está sendo utilizado para mapear as rotas percorridas pelas equipes envolvidas nas operações.

O Instituto de Perícias para Crianças e Adolescentes, vinculado à Secretaria de Segurança Pública do Maranhão, está presente na cidade desde o dia 11, aprofundando as investigações. Entre as várias testemunhas ouvidas, o pequeno Anderson Kauan relatou que deixou Ágatha e Allan em um local enquanto buscava ajuda. Quando encontrado, Anderson encontrava-se debilitado e sem roupas, mas exames confirmaram que ele não foi vítima de abuso sexual.

Além das buscas ativas, os profissionais do instituto estão realizando perícias psicológicas e sociais e ouvindo os familiares das crianças, buscando compreender o contexto e contribuindo para a investigação. As esperanças de encontrar Ágatha e Allan ainda permanecem, com a comunidade unida e engajada nessa missão.

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