Esses dados são alarmantes e revelam uma tendência preocupante. O aumento no número de pessoas em situação de rua é especialmente expressivo na Região Sudeste, que concentra 63% desse contingente, com 204.714 pessoas. Em seguida, vem a Região Nordeste, com 47.419 pessoas em situação de rua, representando 14% do total.
No estado de São Paulo, o cenário também é preocupante. Com 43% do total da população em situação de rua do país, o estado viu esse número saltar de 106.857 em dezembro de 2023 para 139.799 em dezembro do ano passado. Esses dados são 12 vezes superiores ao registrado em 2013, quando eram 10.890 pessoas em situação de rua no estado.
Segundo especialistas do Observatório Brasileiro de Políticas Públicas com a População em Situação de Rua, esse aumento pode ser explicado pela falta de políticas públicas estruturantes, como moradia, trabalho e educação, voltadas para essa população. A falta de acesso à educação é um fator preocupante, já que sete em cada dez pessoas em situação de rua não completaram o ensino fundamental e 11% são analfabetas, dificultando sua entrada no mercado de trabalho.
Diante desse cenário, organizações e movimentos sociais têm pressionado por soluções efetivas, como a utilização de imóveis vazios para abrigar essas pessoas. No entanto, há críticas em relação ao interesse político em resolver o problema, uma vez que existem 590 mil imóveis particulares vazios apenas na cidade de São Paulo, um número muito superior à população em situação de rua na capital.
Diante desse quadro preocupante, é necessário que as autoridades tomem medidas efetivas para enfrentar o problema da população em situação de rua no Brasil, garantindo o acesso a moradia, trabalho e educação para essas pessoas vulneráveis.
