Além das mortes de civis, o número de policiais mortos também foi elevado; em 2025, seis policiais civis e 13 policiais militares perderam a vida, um aumento em relação ao ano passado, quando os números foram de um policial civil e 11 policiais militares. Este cenário se agrava ainda mais com a ocorrência da maior operação policial da cidade, realizada nos complexos do Alemão e da Penha, que resultou na morte de 121 indivíduos, incluindo dois agentes da força policial.
Os dados do ISP também revelam que, em 2025, a violência em geral levou à morte de 3.881 pessoas, um aumento de 2% em relação aos 3.809 casos registrados em 2024. Este total abrange homicídios dolosos, lesões corporais seguidas de morte, roubos seguidos de morte e, claro, as mortes decorrentes de intervenções policiais.
Entretanto, um aspecto positivo emergiu dessa realidade: os casos de latrocínio — roubos seguidos de morte — apresentaram uma diminuição significativa de 22%, totalizando 77 ocorrências em 2025, em comparação às 99 de 2024. Ademais, o mês de dezembro trouxe números que indicam uma leve redução na letalidade violenta, com um total de 340 mortes, representando uma queda de 8,1% em relação ao mesmo mês do ano anterior.
Por outro lado, embora os casos de roubos de veículos e de rua tenham demonstrado uma queda — 18,4% e 2,7%, respectivamente —, os dados sobre estupros revelaram um aumento de 0,8%, totalizando 5.867 casos em 2025. Este aumento sugere que determinadas modalidades de crimes persistem como desafios significativos.
Um destaque importante do ano foi a apreensão recorde de fuzis pela polícia, com 920 unidades retiradas de circulação, o que representa um aumento de 25,7% em relação ao ano anterior. Este é o maior número desde o início das estatísticas, em 2007. Autoridades como a diretora do ISP, Marcela Ortiz, e o governador Cláudio Castro, enfatizaram a importância de estratégias integradas e tecnologias de inteligência na batalha contra a criminalidade, destacando a necessidade de um esforço conjunto nas áreas de fiscalização e legislação.
Esses dados revelam um panorama complexo e desafiador para a segurança pública no Rio de Janeiro, com avanços que convivem lado a lado com altos índices de violência e criminalidade. A realização de operações efetivas e a necessidade de um planejamento mais rigoroso para mitigar as mortes e o crime são temas que continuam a requerer atenção das autoridades e da sociedade em geral.
