De acordo com relatos disseminados por apoiadores e pela própria Laura nas redes sociais, a entrada de Ávila no país foi barrada. O ativista planejava participar de eventos relacionados à Global Sumud Flotilla, uma organização que visa romper o bloqueio imposto a comunidades de Gaza, oferecendo apoio internacional a pessoas afetadas por violações de direitos humanos.
Informações publicadas pela Global Sumud Flotilla Brasil indicam que, logo após a sua chegada, Ávila foi abordado pela polícia aeroportuária que alegou problemas com seu passaporte. Durante o processo, ele foi separado de sua família e levado a uma delegacia, onde foi informado de que sua presença na Argentina não era bem-vinda, uma ordem que, segundo parlamentares argentinos, teria vindo de altos escalões do governo do país. O presidente Javier Milei, conhecido por sua postura ultradireitista, tem manifestado apoio explícito ao Estado de Israel e à recente escalada de violência em Gaza, o que pode ter influenciado a decisão das autoridades.
Diante da situação, Thiago Ávila recusou-se a embarcar de volta para o Uruguai, como os policiais desejavam. Após intensas negociações, ele foi transferido para o Aeroporto de Ezeiza, principal terminal aéreo de Buenos Aires, de onde segue, nesta quarta-feira, 1º, para Barcelona, seguindo uma programação previamente estabelecida.
Vale ressaltar que, no ano anterior, Ávila e outros ativistas foram capturados por forças armadas israelenses durante uma tentativa de chegar à Faixa de Gaza por via marítima, ação que tinha como objetivo entregar suprimentos essenciais como alimentos e medicamentos. O episódio atraiu considerável atenção internacional, especialmente por alegações de tortura durante sua detenção em prisões israelenses.
Ainda não houve pronunciamento oficial por parte do governo argentino sobre o incidente envolvendo Thiago Ávila, e a situação continua a ser monitorada por apoiadores e organizações de direitos humanos ao redor do mundo.





