Comparando com o mesmo período em 2023, houve uma leve redução nos registros, porém o total de 97.920 casos de ameaças no ano anterior já era extremamente elevado. A advogada Ianca Santos, especialista em direitos das mulheres e integrante do Projeto Justiceiras, destacou a gravidade desses números.
Segundo Santos, o crime de ameaça é frequentemente utilizado como forma de intimidar as mulheres, minando sua autoestima e gerando medo. Muitas vítimas acabam sofrendo caladas, temendo as consequências de denunciar seus agressores. Portanto, a conscientização e a educação da população são fundamentais para prevenir esses crimes e encorajar as mulheres a denunciarem.
A especialista ressaltou a importância da denúncia, destacando que muitos casos de ameaça acabam evoluindo para feminicídios. Em 2024, os registros de feminicídio aumentaram em quase 16%, evidenciando a gravidade da situação. A orientação é que as vítimas procurem delegacias especializadas e reúnam provas para embasar suas denúncias.
Além disso, é crucial que as autoridades invistam mais em recursos para investigar esses casos e oferecer um atendimento rápido e eficaz, visando a proteção das mulheres. A advogada afirmou que a sociedade como um todo precisa se mobilizar para combater a violência contra a mulher, que ainda é enraizada em estruturas culturais machistas.
Em resumo, a luta contra a violência de gênero exige um esforço coletivo e contínuo, visando garantir a segurança e a integridade das mulheres em nossa sociedade. A denúncia e a conscientização são ferramentas essenciais nesse processo, e o poder público tem um papel fundamental na proteção e no amparo às vítimas de violência doméstica e de gênero.





