DIREITOS HUMANOS – “Agressores de Mulheres Podem Usar Tornozeleira Eletrônica Rosa em Nova Medida de Proteção no Rio de Janeiro”

No estado do Rio de Janeiro, uma nova proposta legislativa busca trazer mudanças significativas para a forma como os agressores de mulheres em situações de violência são monitorados. A Comissão de Constituição e Justiça da Assembleia Legislativa (Alerj) aprovou, por unanimidade, nesta quarta-feira, um projeto de lei que institui a utilização de tornozeleiras eletrônicas na cor rosa para indivíduos condenados por crimes de violência doméstica, familiar, de gênero e outras formas de violência sexual.

O Projeto de Lei 7.549/26 representa um avanço no reconhecimento e na proteção das vítimas. A coloração rosa das tornozeleiras servirá como um sistema de identificação visual padronizada, facilitando o trabalho dos agentes de segurança pública em seu papel de monitoramento e proteção das mulheres agredidas. Além disso, a proposta tem como objetivo desestimular a reincidência dos agressores e fortalecer a segurança tanto das vítimas quanto das redes de apoio que a cercam.

Entre os pontos destacados no projeto, há a direção clara de que o uso da tornozeleira não deve servir para a exposição vexatória do monitorado. A norma proíbe a divulgação da identidade do agressor associada ao uso do dispositivo em meios de comunicação ou redes sociais, exceto em situações que justifiquem a medida por razões legítimas de segurança pública. Essa decisão busca proteger os direitos do agressor e evitar possíveis constrangimentos públicos que poderiam agravar a sua situação.

A implementação da tornozeleira rosa é uma parte central de um esforço mais amplo de combate à violência contra a mulher, abrangendo agressores que cometem atos de violência em contextos diversos, como relações afetivas, sociais ou institucionais. A proposta avança para discussão no plenário da Alerj, onde poderá receber emendas e ser debatida mais detalhadamente pelos parlamentares. Uma das principais prioridades desta iniciativa é também garantir que o agressor tenha acesso a informações sobre seus direitos e canais para formalizar reclamações, promovendo um diálogo mais aberto e transparente no âmbito da justiça. Essa proposta representa um passo importante no combate à violência de gênero e na promoção de uma sociedade mais justa e igualitária.

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