Coordenado pela Senad, o Pronasci Juventude tem como objetivo principal reduzir os índices de violência letal contra adolescentes e jovens negros entre 15 e 24 anos de idade, prevenir o uso prejudicial de álcool e outras drogas nessa faixa etária e evitar seu envolvimento com o crime organizado. O programa também busca oferecer proteção social para jovens em situação de vulnerabilidade, incentivando a educação, a formação profissional e a inclusão no mercado de trabalho formal.
Este projeto-piloto teve início na cidade do Rio de Janeiro na semana passada e agora chega a Salvador, após ter sido desenvolvido em parceria com o Ministério da Educação, Ministério do Trabalho e Emprego e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). A iniciativa inicialmente beneficiará 1.500 jovens em situação de vulnerabilidade no Rio de Janeiro e mais 500 em Salvador.
Durante o debate, a secretária da Senad, Marta Machado, enfatizou a importância do programa ao abordar jovens em situação de vulnerabilidade sociorracial. Ela destacou o papel fundamental da rede de institutos técnicos federais para viabilizar a iniciativa e mencionou planos de expansão para outras regiões do Brasil ainda este ano.
O Pronasci Juventude faz parte do macroprograma Pronasci II, lançado em março de 2023 pelo governo federal com o objetivo de fortalecer a segurança pública em parceria com os governos estaduais. A coordenadora-geral de Projetos Especiais Sobre Drogas e Justiça Étnico-Racial do Ministério da Justiça e Segurança Pública, Lívia Casseres, também ressaltou a importância do programa e revelou planos de torná-lo uma política de Estado por meio da regulamentação legislativa.
Com uma abordagem focada em jovens vulneráveis, o Pronasci Juventude pretende se tornar uma política nacional que visa atender a juventude mais afetada pela violência e promover mudanças significativas em suas vidas. A expectativa é de que o programa se expanda para outras regiões do país, alcançando um número maior de jovens em situação de vulnerabilidade nos próximos anos.





