Um grupo de diplomatas de carreira demonstrou interesse em retornar a Caracas com a intenção de reabrir a embaixada, enxergando essa iniciativa como uma chance para revitalizar e estreitar as relações diplomáticas entre os dois países. Contudo, outros diplomatas se mostraram contrários à ideia, alegando que aceitar essa responsabilidade seria equivalente a colaborar com forças ocupantes em território venezuelano.
A tensão nas relações entre Washington e Caracas atingiu um ponto crítico em março de 2019, quando os Estados Unidos romperam oficialmente os laços diplomáticos, seguindo o reconhecimento de Juan Guaidó como presidente interino da Venezuela. Neste contexto conturbado, o corpo diplomático americano evacuou a embaixada e a situação desde então permanece instável.
Recentemente, o ex-presidente Donald Trump indicou que sua administração estava avaliando a possibilidade de reabrir a embaixada, emitindo declarações que sugerem uma reaproximação ou, pelo menos, uma reconsideração do engajamento diplomático com a Venezuela.
A situação se intensificou ainda mais em janeiro, quando os Estados Unidos realizaram um ataque em grande escala, resultando no sequestro do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores. Ambos foram conduzidos a Nova York, onde enfrentaram alegações de envolvimento com narcoterrorismo e de representarem uma ameaça à segurança nacional dos Estados Unidos. Em resposta, Maduro e Flores refutaram as acusações durante uma audiência judicial.
A reação de Caracas foi imediata, solicitando uma reunião de emergência na Organização das Nações Unidas (ONU) e promovendo uma reestruturação no poder, com a vice-presidente Delcy Rodríguez assumindo temporariamente as funções de chefe de Estado. Com esse panorama complexo, as relações entre os dois países seguem tensas e repletas de incertezas, deixando em aberto a questão de um possível reinício do diálogo diplomático.
