O encontro tem ganhado relevância, especialmente ao abordar a integração de novas tecnologias, como a inteligência artificial, no impulsionamento da infraestrutura e inovação financeira. Os países do Sul Global se veem diante de um cenário complexo, atingidos por disputas comerciais e sanções unilaterais, que complicam sua capacidade de desenvolvimento autônomo e a dependência das grandes corporações tecnológicas.
Participando remotamente do evento, devido ao fechamento do aeroporto em Moscou em decorrência de tensões no espaço aéreo, o ministro da Fazenda brasileiro, Dario Durigan, expressou a necessidade de investimentos adequados e de um acesso facilitado ao financiamento para promover um crescimento equilibrado e sustentável. ressaltou que a transformação digital, bem como a transição para fontes de energia renovável, deve ser uma prioridade, destacando que essas são fundamentais para o fortalecimento das economias do BRICS.
Rousseff, ao longo do encontro, reforçou a urgência de fortalecer a colaboração entre os países membros para criar um ambiente que favoreça não apenas o crescimento econômico, mas também a justiça social e a proteção ambiental. Para tanto, o papel do NBD como provedor de recursos financeiros se torna cada vez mais crucial, especialmente em um momento em que a maioria das nações enfrenta constrições orçamentárias e a necessidade de alavancar inovações tecnológicas.
A discussão sobre como os países do BRICS podem se unir para enfrentar esses problemas contemporâneos é central para o futuro do bloco. A busca por um desenvolvimento mais inclusivo e sustentável é um consenso entre os participantes, que veem no fortalecimento das capacidades internas de seus países uma chave para um futuro mais próspero e resiliente.
