Digitalização Transforma Compras: Pix e Cartões Substituem Dinheiro em Supermercados

Nos modernos supermercados, a cena de contar dinheiro no caixa ou esperar pelo troco se torna cada vez mais rara. A digitalização dos métodos de pagamento vem transformando a experiência de compra, com os consumidores se voltando cada vez mais para soluções como o Pix e transações por aproximação. Esse cenário não só altera a rotina de compras, mas também redefiniu a dinâmica do comércio.

Um dos principais impactos dessa mudança é a conveniência. Marco Antônio Quintarelli, consultor de vendas, observa que o uso de pagamentos digitais facilita a experiência do consumidor, tornando-a mais ágil e eficiente. “Menos dinheiro em circulação significa menos tempo em filas e, curiosamente, os consumidores tendem a perceber menos o valor que estão gastando em comparação ao uso de dinheiro físico”, explica ele. Esse fenômeno está corroborado por uma pesquisa recente, que indica que 87% dos consumidores utilizam o Pix, seguido por 83% que recorrem ao cartão de crédito e 66% ao débito. Embora o dinheiro em espécie ainda seja utilizado, 83% dos entrevistados notaram uma diminuição no seu uso.

Por outro lado, os pagamentos por aproximação se firmaram como uma prática comum. De acordo com os dados, 81% dos usuários de cartões de crédito já adotaram essa modalidade, sendo que 63% preferem aproximar o cartão da maquininha e 40% utilizam smartphones para efetuar os pagamentos.

Rodrigo Graça de Melo, vice-presidente da Multipagamentos, destaca que a pandemia acelerou essa transição, fazendo com que muitos consumidores, como Hélio Pereira, um gerente de vendas de 60 anos, deixem de lado o dinheiro físico. “Eu só uso cartão de débito ou Pix”, afirma ele.

Marcelo Carvalho, coordenador de pesquisas em um centro de marketing, comenta que essa transição vai além da tecnologia; ela remodela a própria experiência de consumo. “O dinheiro deixa de ser um objeto físico e se torna parte de uma infraestrutura digital cotidiana”, analisa.

Olhando para o futuro, a pesquisa aponta que 79% dos entrevistados acreditam que os pagamentos digitais poderão, em algum momento, substituir totalmente o dinheiro físico. Quintarelli concorda, observando que, embora as cédulas ainda são relevantes em transações de baixo valor, a tendência é reduzir seu uso de forma gradual. Ele prevê que, em alguns anos, menos de 10% das transações ocorrerão em dinheiro, com soluções como o Pix, Open Finance e pagamentos por aproximação dominando o cenário. A previsão é que caixas apenas digitais se tornem a norma nos estabelecimentos comerciais.

Sair da versão mobile