Eduardo, que se ausentou do Brasil e reside nos Estados Unidos, é considerado um potencial candidato. Entretanto, seu afastamento do cenário político brasileiro complica a definição de um nome que possa agradá-lo, assim como o governador, que já manifestou preferência pelo deputado Guilherme Derrite, do PP. A estratégia política delineada entre os dois líderes é clara: Tarcísio escolhendo um dos candidatos ao Senado, enquanto a outra vaga ficará a cargo de uma escolha que envolve Eduardo e, por extensão, o ex-presidente Jair Bolsonaro.
A escolha do nome do PL, portanto, precisa conciliar várias expectativas. É imperativo que o candidato escolhido tenha apelo eleitoral, consiga o apoio de Eduardo e mantenha boas relações com a administração de Tarcísio. Este último não pode ter seu candidato desrespeitado, o que torna a escolha ainda mais complicada, já que qualquer candidato do PL deve também ter condições de ser viável na disputa.
Eduardo Bolsonaro tem defendido a candidatura de aliados, como o deputado federal Mario Frias, e considera a possibilidade de se candidatar como suplente na chapa. Enquanto isso, alguns líderes do PL em São Paulo avaliam favoravelmente nomes como o do vice-prefeito de São Paulo, Coronel Ricardo Mello, e do deputado Marco Feliciano, ambos com experiência política e apoios consolidados.
Entre os candidatos em consideração, também são mencionados o deputado estadual André do Prado, o vereador Gil Diniz e até Renato Bolsonaro, irmão do ex-presidente. O consenso, no entanto, parece distante, criando uma expectativa crescente sobre qual caminho o PL optará nos próximos meses. Com as eleições de 2026 se aproximando, a pressão para uma definição clara só aumenta.
