Com a melhora do quadro clínico da filha, a pressão por seu retorno aumentou, especialmente à medida que Curaçao se preparava para sua histórica participação na primeira Copa do Mundo. Lá atrás, a federação tentou manter Rutten, com o presidente Gilbert Martina destacando que a decisão não seria tomada apenas com base nas vontades de jogadores e patrocinadores. No entanto, o clima na equipe começou a se deteriorar, contado com críticas crescentes sobre a gestão de Rutten e o desempenho em campo.
Em um movimento estratégico para evitar mais desgastes, Rutten optou por se retirar do comando da seleção. Com isso, a federação optou por reconduzir Advocaat ao cargo, que imediatamente aceitou voltar. Sua trajetória com a equipe é reconhecida como essencial para o desenvolvimento e os avanços da seleção caribenha.
É importante ressaltar que o breve comando de Rutten ocorreu em um torneio amistoso na Austrália, onde a seleção enfrentou dificuldades, perdendo para China e Austrália. Advocaat, por outro lado, atuou como uma figura fundamental na jornada de Curaçao rumo ao Mundial. Em novembro de 2025, o país caribenho, que possui cerca de 150 mil habitantes, fez história ao se garantir na Copa do Mundo, tornando-se o menor país já classificado para o torneio.
Embora tenha se afastado, Advocaat não ficou longe do futebol. Recentemente, ele se uniu à comissão técnica do Feyenoord como conselheiro, ajudando Robin van Persie após um período conturbado no clube. Sua influência foi notável, contribuindo para a recuperação do Feyenoord, que agora se prepara para a próxima Liga dos Campeões.
No entanto, uma marca notável está a caminho: na Copa do Mundo de 2026, Advocaat se tornará o treinador mais velho a comandar uma seleção, superando o recorde anterior de Otto Rehhagel, que tinha 72 anos em 2010. Essa vitória não é apenas sobre futebol, mas também sobre perseverança e a força dos laços familiares.
