Os especialistas em finanças alertam que o pagamento à vista geralmente se mostra mais vantajoso. Municípios e estados frequentemente oferecem estímulos, como descontos, que podem resultar em economias significativas. Por exemplo, na cidade do Rio de Janeiro, quem opta por quitar o IPVA em uma única vez recebe um desconto de 3%, enquanto o IPTU pode garantir um abatimento de 7 para aqueles que realizam o pagamento integral. Essa redução é um incentivo que pode beneficiar o contribuinte, desde que suas finanças permitam essa escolha.
Entretanto, os especialistas também fazem um alerta importante: caso o pagamento integral comprometa a salubridade das finanças pessoais, a opção pelo parcelamento pode ser a mais prudente. É fundamental que cada contribuinte faça uma análise cuidadosa do seu orçamento para verificar se o desconto recebido compensa eventuais despesas essenciais que possam ser sacrificadas. O advogado Júlio Caires destaca que, enquanto o pagamento integral é ideal para quem possui condições financeiras estáveis, o parcelamento é recomendado para aqueles que precisam manter um controle mais rígido sobre suas despesas mensais.
Para quem decide parcelar o IPTU, o pagamento pode ser dividido em até dez vezes, com a primeira cota vencendo na mesma data do pagamento em cota única, sem o benefício do desconto. Aqui, é importante prestar atenção às penalidades por atraso, que incluem juros e multas, conforme estipulado no Código Tributário Nacional. A situação é similar para o IPVA, onde o parcelamento é limitado a três meses, mas também não oferece abatimentos.
No que diz respeito à forma de pagamento, as guias do IPTU começarão a ser enviadas pelos Correios, com possibilidade de emissão online a partir de janeiro, enquanto o IPVA deve ser pago via Documento de Arrecadação, disponível no site da Secretaria estadual de Fazenda. Em tempos de fraudes online, a recomendação é que os contribuintes evitem links suspeitos e acessem diretamente os portais oficiais.
Por fim, é essencial que os contribuintes estejam cientes das consequências do não pagamento, que podem incluir restrições financeiras e jurídicas, como penhoras e leilões de bens, tanto no caso do IPTU quanto do IPVA. Dessa forma, uma análise cuidadosa e bem informada pode transformar o desafio de pagar tributos em uma oportunidade de planejamento financeiro eficiente.







