O evento não apenas marcou a importância da Caatinga — único bioma que é exclusivamente brasileiro, cobrindo 43,1% do território alagoano de acordo com dados do IBGE —, mas também serviu como um momento de sensibilização e conscientização ambiental entre os jovens. O plantio teve lugar às margens da Barragem Capiazinho, onde foram colocadas em solo fértil 62 mudas de espécies nativas da região.
July Mendes, aluna do 9º ano e participante ativa da atividade, compartilhou sua empolgação, destacando que “essa ação é muito importante para o desenvolvimento e para a restauração da Caatinga”. Para ela, essa experiência é um passo significativo em direção à formação de uma comunidade mais responsável e engajada na preservação do meio ambiente.
A ação contou com orientações e suporte da equipe técnica do IMA/AL, ressaltando a necessidade de colaboração entre o Estado e os municípios para garantir a sustentabilidade de práticas voltadas à conservação da biodiversidade. O gerente de Educação Ambiental da instituição, Ykson Emery, enfatizou que essa união é crucial para a proteção tanto da fauna quanto da flora do bioma.
Ainda segundo Wictor Thomas, coordenador do Alagoas Mais Verde, a experiência oferecida aos estudantes é uma forma de incentivá-los a se sentirem parte do processo de regeneração ambiental. Ele ressaltou a relevância do projeto, que proporciona uma vivência prática em um contexto de significativa degradação.
Ouro Branco, que enfrenta desafios como a desertificação e a degradação ambiental, foi escolhido por suas características naturais que exigem ações de preservação. Estudos indicam que a cidade está entre as mais afetadas por esse fenômeno, tornando urgente a necessidade de mobilização da população em prol da regeneração do bioma.
Como complemento à atividade, foi criado o “Clube da Recaatinga”, composto por estudantes que se comprometerão a acompanhar o crescimento das mudas, catalogar as espécies e participar de futuras iniciativas para restaurar áreas degradadas na região. A coordenadora de educação ambiental de Ouro Branco, Poliana Mendes, expressou entusiasmo com o potencial do projeto, afirmando que “começamos uma jornada que se expandirá” e envolveu outros municípios em ações semelhantes, reforçando o compromisso de todos pela conservação dos biomas alagoanos.







