Dia das Mães: Histórias de superação e acolhimento marcam a jornada de mães de bebês prematuros em hospitais do Rio de Janeiro

No Dia das Mães, Alexandra Silva celebra a vida e a superação ao lado de seu filho, José Miguel, batizado em homenagem a São José, o guardião das famílias. O pequeno Miguel, que nasceu prematuro de seis meses e pesando apenas 800 gramas, passou por uma jornada desafiadora no Instituto Fernandes Figueira (IFF), da Fiocruz. Durante meses internado, ele enfrentou dificuldades, como apneia e a necessidade de intubação, levando Alexandra a clamar por forças para lidar com essa nova e angustiante fase de sua vida.

A trajetória de Alexandra foi marcada por dores e desafios. Em agosto do ano passado, ela se separou do pai de Miguel, trazendo uma carga emocional pesada ao lidar com a maternidade sozinha. Na gravidez, enfrentou complicações que a levaram a procedimentos cirúrgicos e a uma cesárea de emergência. A experiência no hospital foi intensa. Ela destaca a importância da equipe de saúde do IFF, especialmente da enfermeira Viviane, que a apoiou desde o início até o dia da alta de Miguel. Após meses de hospitalização, o momento em que viu seu filho sem os aparelhos de suporte respiratório foi um dos mais significativos da sua vida.

Além do apoio profissional, Alexandra encontrou uma rede de solidariedade entre outras mães de UTI, como Fabiola Santos, que também passou por experiências semelhantes. Juntas, elas formaram laços de amizade e apoio, discutindo os desafios comuns da maternidade em situações críticas. A troca de mensagens e o apoio mútuo são essenciais para aliviar o peso emocional que essas mães carregam.

O Instituto Fernandes Figueira, reconhecendo a necessidade de um olhar humanizado na assistência a essas famílias, implementou diversas iniciativas que promovem a saúde mental e emocional das mães. A pediatra Letícia Villela ressalta a importância do acolhimento e do suporte, não apenas para os bebês, mas para as famílias como um todo. Projetos como o Cuidadoria de Mães têm oferecido atividades que vão desde seminários sobre direitos até práticas de bem-estar, como massagens e acupuntura.

Além desse suporte, práticas em outros hospitais do Rio têm surgido, promovendo um tratamento mais compreensivo para mães e seus bebês prematuros. Mariana Dopazo, outra mãe que passou pela UTI, também transformou sua vida após enfrentar um dilema semelhante com sua filha, Maitê. A experiência a inspirou a buscar uma formação em Enfermagem, desejando retribuir o que recebeu.

O apoio às mães que vivenciam casos de prematuridade é crucial, levando em conta os desafios contínuos que essas famílias enfrentam. A história de Alexandra, junto com muitas outras, serve como um lembrete da força e da resiliência que podem emergir mesmo nas circunstâncias mais difíceis. Hoje, enquanto celebra o Dia das Mães, não só comemora a vida de seu filho, mas também a criação de uma comunidade de apoio e amor que floresce em meio às adversidades.

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