Em suas origens, o IRM buscou fomentar projetos nas áreas de mobilidade, saneamento, meio ambiente, tecnologia e habitação. Entretanto, ao longo do tempo, o órgão se afastou desse legado, transformando-se em uma ferramenta propensa a irregularidades. Um diagnóstico inicial sugeriu que 70% dos contratos auditados apresentam irregularidades, jogando uma sombra de desconfiança sobre as operações realizadas até o momento.
A recente análise sobre os contratos revela que um montante que antes era estimado em R$ 86 milhões pode chegar a R$ 150 milhões, evidenciando a necessidade de uma auditoria completa em todas as contratações realizadas pelo IRM. A nova gestão, sob o comando do delegado Roberto Leão e do arquiteto Vicente Loureiro, busca restabelecer a credibilidade da instituição, planejando discutir as questões urbanas com a participação efetiva dos prefeitos e do governador, algo que não ocorre desde 2020.
O desvio de verbas apurado nas investigações do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) revela que o IRM teria sido utilizado como uma estrutura para favorecer interesses pessoais, com acusações de movimentações financeiras irregulares entre julho de 2022 e maio de 2023, envolvendo cifras que ultrapassam os R$ 86 milhões. Entre os detidos está Davi Perini Vermelho, ex-presidente do Instituto, acusado de ser o chefe do esquema.
Os novos dirigentes do IRM enfatizam a importância de retomar a função institucional original do órgão, evitando distorções que permitiram a execução de obras de interesse local, desvirtuando sua proposta inicial de atuar em projetos intermunicipais. Em busca de uma nova fase, a auditoria abrangente é vista como uma etapa fundamental para reestabelecer a confiança da população no uso dos recursos públicos e suster futuras ações ilícitas. Com um histórico marcado por desvio de recursos e descaso em projetos essenciais, o novo comando do IRM se propõe a resgatar o espírito de colaboração regional e a transparência nas gestões operacionais.
