Desvendando o Fracasso do ‘Pix Mexicano’: Fatores que Impedem o Sucesso do Sistema de Pagamentos no México em Relação ao Brasileiro

Por que o “Pix Mexicano” Não Alcançou o Sucesso do Modelo Brasileiro?

Em um mundo cada vez mais digital, a implementação de sistemas de pagamento eletrônicos se torna uma prioridade para muitas nações. No Brasil, o Pix, uma inovadora plataforma de pagamentos instantâneos criada pelo Banco Central, transformou a maneira como os cidadãos realizam transações financeiras. Entretanto, a experiência do México com seu sistema conhecido como CoDi não se equipara ao sucesso brasileiro.

Recentemente, após críticas ao Pix em um relatório dos EUA, usuários de redes sociais no México manifestaram interesse em um sistema semelhante, clamando por uma alternativa que eliminasse taxas onerosas. Contudo, o CoDi, lançado pelo Banco do México em 2019, que permite pagamentos instantâneos sem taxas, tem enfrentado dificuldades de aceitação e uso.

O sucesso do Pix pode ser atribuído a vários fatores estratégicos. Economistas apontam que o timing de sua introdução, logo no início da pandemia de Covid-19, foi crucial. Enquanto o uso de dinheiro em espécie se tornou uma preocupação devido ao medo de contágio, o Pix surgiu como uma solução instantânea e segura. Em contrapartida, o CoDi não conseguiu atrair a mesma atenção, mesmo já existindo antes da crise sanitária.

Outro aspecto fundamental para a adoção de um sistema de pagamentos é a necessidade de um amplo reconhecimento e aceitação por parte dos comerciantes. No Brasil, o Banco Central garantiu que quase todos os bancos e instituições financeiras tivessem que oferecer o Pix, tornando-o omnipresente nos pontos de venda. Este tipo de estratégia não foi replicado no México, onde o CoDi não é amplamente aceito e a falta de uma campanha de marketing eficaz minou seus esforços de divulgação.

Inclusão financeira, segurança e eliminação de custos são vantagens que sistemas como o Pix, CoDi e o Bre-B da Colômbia podem proporcionar. Este tipo de iniciativas não apenas facilitam transações, mas também proporcionam aos governos mais controle sobre as movimentações financeiras, algo especialmente relevante em países latino-americanos que enfrentam desafios como a lavagem de dinheiro.

Por fim, a concepção de um sistema de pagamento regional viável, que possa unir países latino-americanos, parece técnica e economicamente possível. Contudo, as questões políticas complicam essa visão, especialmente frente à necessidade de se distanciar de sistemas dominados por influências externas, como o SWIFT. A ideia de um “Pix regional” enfrenta obstáculos significativos na atual conjuntura política, que frequentemente tende a alinhar-se com interesses dos Estados Unidos.

Enquanto o Brasil trilha um caminho inovador, o México e outros países da região ainda buscam a fórmula mágica que permita a transformação digital em seus sistemas financeiros.

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