Dayse, aos 37 anos, deixa uma filha de apenas 8 anos, cujo futuro agora será repleto de desafios sem a presença constante da mãe. Sua ascensão à liderança da Guarda Municipal foi um marco importante, pois ela se tornou a primeira mulher a ocupar esse cargo, desbravando um caminho de liderança considerado essencial para a instituição e para a sociedade.
A cerimônia ocorreu em um momento delicado, logo após a trágica morte da comandante na madrugada do dia 23. Sua morte impactou a cidade, especialmente porque quebrou um marco de 651 dias sem registros de feminicídio na capital capixaba. Esse detalhe, que às vezes poderia passar despercebido, ganhou uma relevância inquietante, gerando debates sobre a segurança da mulher e as questões de violência de gênero no Espírito Santo.
As investigações sobre o caso estão a cargo da Polícia Civil, que busca esmiuçar os acontecimentos ao redor da morte de Dayse. O principal suspeito é Diego Oliveira de Souza, seu ex-namorado e policial rodoviário federal. A elucidação dos eventos que levaram a essa tragédia é aguardada com ansiedade pela comunidade e pelas autoridades, que visam entender de que forma a violência de gênero manifestou-se novamente em um cenário onde a esperança por mudanças era palpável.
O legado de Dayse Barbosa transcende a sua trágica morte, e sua vida será sempre lembrada como um exemplo de luta e determinação, especialmente para aquelas mulheres que buscam se destacar em ambientes predominantemente masculinos. O tributo a ela é mais do que uma despedida: é um chamado à ação por justiça e por um futuro mais seguro.