A pesquisa destaca que a necessidade de aprimorar a liderança é um consenso entre segmentos variados da economia, como agronegócio, educação, saúde e tecnologia, com a exceção notável da Bahia, que não classifica essa necessidade como prioritária.
Rubens Berredo, consultor especializado em gestão e desenvolvimento humano, atribui a carência de líderes a um histórico de valorização de gestores tecnicamente competentes, mas que carecem das habilidades necessárias para liderar. Em sua experiência de 25 anos, durante a qual treinou mais de 40 mil pessoas em liderança, ele ressalta que as empresas frequentemente promovem bons trabalhadores com foco em produtividade e tempo de serviço, mas que não necessariamente possuem as qualidades de um verdadeiro líder.
Berredo argumenta que a liderança vai além do cargo; trata-se de uma postura. “Liderança não é o que você faz ao assumir um cargo, mas quem você se torna antes de chegar lá,” enfatiza. Ele sugere que a família é o primeiro ambiente onde se desenvolvem habilidades essenciais para liderar, como servir, influenciar e resolver conflitos com empatia.
Além disso, o especialista afirma que é possível desenvolver habilidades de liderança na vida adulta, desde que se esteja disposto a reformular valores e comportamentos arraigados desde a infância. Para isso, é necessário um esforço para construir uma nova identidade e credibilidade, que se sustente nos sete princípios que Berredo delineia em seu livro, que será lançado em breve. Essas bases incluem a congruência entre palavras e ações, a ética, e a maturidade pessoal.
Em um cenário onde as novas gerações buscam propósito em suas carreiras, a formação de líderes competentes se mostra fundamental não apenas para a sobrevivência empresarial, mas também para a construção de um ambiente de trabalho saudável e produtivo.
