Recentemente, Damares Alves tornou pública uma lista que inclui nomes de religiosos e instituições suspeitos de estarem envolvidos em práticas fraudulentas. A disputa entre ela e Malafaia, no entanto, é antiga e remonta ao início do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro. De acordo com fontes próximas ao cenário político, a rivalidade se intensificou quando o senador Magno Malta, aliado de Malafaia, não conseguiu ser reeleito e acabou excluído de cargos ministeriais, enquanto Damares foi agraciada com um ministério.
Em uma entrevista ao SBT News, Damares declarou que algumas igrejas evangélicas estariam vinculadas a fraudes direcionadas a aposentados. Essa afirmação gerou uma reação imediata de Malafaia, que, por meio de um vídeo nas redes sociais, desafiou a senadora a fornecer os nomes dos envolvidos, acusando-a de ser “leviana” caso não apresentasse provas concretas. Malafaia ressaltou a gravidade da acusação e enfatizou que silenciar seria a atitude mais adequada se Damares não tivesse evidências substanciais.
Em resposta ao apelo de Malafaia, Damares apresentou uma lista detalhada de pastores e igrejas que foram convocados ou convidados a comparecer à CPMI. Entre as instituições mencionadas estão a Adoração Church, a Assembleia de Deus Ministério do Renovo, e várias outras. A lista também inclui os nomes de pastores como Fabiano Campos Zettel e André Machado Valadão, todos convocados para prestar esclarecimentos sobre suas relações financeiras e possíveis envolvimentos nas fraudes investigadas.
Este embate se torna emblemático em um contexto de grande fragilidade política e social, onde as instituições religiosas têm um papel de destaque. A repercussão nas redes sociais e a atenção da mídia mostram que a disputa entre Malafaia e Damares pode ter consequências profundas no cenário político-evangélico do Brasil, revelando tensões que vão além das acusações formais e que refletem uma luta por espaço e influência dentro do contexto governamental.






