Durigan informou que cerca de 200 mil solicitações de renegociação foram enviadas às instituições financeiras que participam do programa. Ele prevê que, aproximadamente, metade dessas solicitações esteja em vias de conclusão, refletindo uma adesão significativa por parte dos brasileiros que buscam aliviar suas pendências financeiras.
Destinado a indivíduos com renda de até cinco salários mínimos, o Desenrola 2.0 procura atender a um público que enfrenta dívidas comuns, como aquelas relacionadas a cartões de crédito, cheque especial e crédito pessoal. As condições oferecidas são bastante atrativas, com descontos que podem alcançar até 90%, dependendo do tipo de dívida e do tempo em que está atrasada. Além disso, os juros máximos ficam limitados a 1,99% ao mês, e os usuários podem parcelar o pagamento em até 48 meses.
Um aspecto inovador do programa é a possibilidade de trabalhadores que já contribuíram para o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) utilizarem até 20% do seu saldo ou até R$ 1.000, considerando o maior valor, para quitar as dívidas através dessa iniciativa. Essa medida traz um alívio imediato para muitos que se encontram em dificuldades financeiras.
Durigan também mencionou planos para expandir o Desenrola 2.0 em uma próxima fase, incluindo a oferta de soluções para estudantes em débito com o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) e a possibilidade de premiar estudantes que mantiverem suas contas em dia. Essas propostas ainda estão em desenvolvimento e serão comunicadas oficialmente em breve.
Dessa forma, o Desenrola 2.0 se apresenta como uma esperança para muitos brasileiros que buscam recuperar a saúde financeira, estimulando não apenas a renegociação de dívidas, mas também promovendo a educação financeira e o planejamento em longo prazo.





