A investigação da PF visa apurar um esquema de corrupção, organização criminosa e violação de sigilo funcional envolvendo membros do Poder Judiciário e outros agentes públicos. A Operação Sisamnes desvendou um esquema de venda de sentenças judiciais favoráveis em troca de propina, que contava com a participação de advogados, lobistas, empresários e assessores.
Os desembargadores investigados teriam se beneficiado financeiramente ao proferir decisões em favor de interesses privados, colocando em xeque a ética judicial. O nome da operação é uma homenagem ao juiz Sisamnes, figura histórica que aceitou subornos para emitir uma sentença injusta na antiga Pérsia.
Além das medidas de busca e apreensão, a operação também resultou no afastamento de funções públicas de servidores envolvidos, bem como na indisponibilidade de bens e valores dos investigados. João Ferreira Filho ainda enfrenta uma notícia-crime no Superior Tribunal de Justiça (STJ), relacionada a fraudes no processo de espoliação de terras.
A Corregedoria Nacional de Justiça determinou a quebra dos sigilos bancário e fiscal dos desembargadores e iniciou processos disciplinares contra eles. As investigações apontam uma relação estreita dos magistrados com o advogado Roberto Zampieri, falecido, que atuava como lobista. Suspeita-se que os desembargadores tenham recebido presentes de alto valor em troca de decisões favorecidas. A situação escandalosa destaca a necessidade de mais transparência e rigor ético no sistema judiciário.







