A prisão de Daniel Vorcaro havia ocorrido em 17 de novembro, quando ele foi detido pela Polícia Federal (PF) no Aeroporto Internacional de São Paulo, durante uma tentativa de embarque para o exterior. O banqueiro estava prestes a viajar para Dubai, com a justificativa de negociar a venda do Banco Master a um consórcio internacional liderado pela Fictor. No entanto, as autoridades federais levantaram suspeitas sobre sua viagem, apontando um potencial risco de fuga, visto que Vorcaro tinha planos subsequentes de viajar para Malta.
Os advogados de Vorcaro sustentam que o acusado havia informado previamente ao Banco Central sobre sua intenção de viajar para Dubai, com o objetivo de finalizar a venda da instituição financeira. A situação de Vorcaro é complexa, pois ele enfrenta graves acusações de ter definido um esquema de fraudes que supostamente gerou um rombo de R$ 12 bilhões por meio da venda de carteiras de crédito ao Banco de Brasília (BRB).
A transação de aquisição do Banco Master pelo BRB, anunciada em março deste ano, acabou sendo bloqueada pelo Banco Central, que, na semana passada, decidiu pela liquidação da instituição de Vorcaro. A revogação da prisão levanta questões sobre a continuidade do processo judicial e como os desdobramentos dessa operação impactarão o mercado financeiro e a confiança em instituições bancárias no Brasil. Os próximos passos na investigação e o eventual resultado do processo judicial serão aguardados com atenção, dado o grande montante envolvido e a gravidade das acusações.









