Além de Vorcaro, os ex-sócios Augusto Lima, Luiz Antônio Bull, Alberto Félix de Oliveira e Angelo Ribeiro da Silva também devem ser soltos. Na sua decisão, a desembargadora enfatizou que, apesar da presença inicial de elementos que justificavam a prisão, os crimes que lhes são atribuídos não envolvem violência ou ameaça grave. Ela ainda sustentou que não havia evidências de periculosidade ou risco à ordem pública que justificasse a manutenção da prisão preventiva, considerando-a uma medida extrema.
Daniel Vorcaro foi preso pela Polícia Federal no dia 17 de novembro, quando tentava embarcar para Dubai, após anunciar a venda do Banco Master a um consórcio internacional liderado pela Fictor. A PF argumentou que havia risco de fuga, especialmente com a possibilidade de que o banqueiro viajasse para Malta. A defesa de Vorcaro, por sua vez, afirmou que ele havia notificado o Banco Central sobre sua viagem para concluir a venda do banco.
O caso é circunscrito por uma investigação em curso sobre uma suposta fraude que teria causado um rombo de R$ 12 bilhões, relacionada a carteiras de crédito vendidas ao Banco de Brasília (BRB). Esta aquisição foi interrompida pelo Banco Central, que na semana passada também decidiu pela liquidação do Banco Master de Vorcaro.
Com a nova decisão, a expectativa é que, mesmo com as limitações na instalação das tornozeleiras, os réus possam aguardar o desenrolar do processo em liberdade, enquanto continuam a enfrentar as acusações que pesam sobre eles nas esferas judiciais competentes.
