Ricardo Antunes teve a prisão preventiva decretada por descumprir uma decisão judicial que determinava a remoção de publicações nas redes sociais contra o promotor de Justiça Flávio Roberto Falcão Pedrosa. O jornalista, que está na Espanha, não foi preso, e seus perfis nas redes sociais foram bloqueados.
A defesa de Antunes alega que ele é vítima de censura e que não houve descumprimento da ordem judicial, mas sim um equívoco da equipe de redes sociais. Os advogados argumentam que o jornalista é réu primário, tem residência fixa e profissão lícita, e pediram a revogação da prisão e a liberação dos perfis, sugerindo como alternativa o uso de tornozeleira eletrônica.
O desembargador Evandro Magalhães Melo não analisou o mérito do habeas corpus, alegando razões de foro íntimo que poderiam ferir sua imparcialidade. A decisão foi tomada no sábado, 27, em despacho que resguarda o sigilo dos motivos que levaram à sua declaração de impedimento.
A juíza Andréa Calado da Cruz, responsável pela ordem de prisão do jornalista, alegou que ele demonstrou desrespeito ao Poder Judiciário ao realizar uma transmissão ao vivo da Espanha momentos antes de uma audiência do processo. Ela também destacou a persistência de conteúdos difamatórios nas redes sociais de Antunes, mesmo após a determinação judicial para a remoção.
O caso segue em andamento, com a defesa de Ricardo Antunes lutando pela revogação da prisão e a liberação de seus perfis nas redes sociais. O embate entre liberdade de expressão e respeito às decisões judiciais promete gerar mais desdobramentos nos próximos dias. Acompanharemos de perto as atualizações deste caso.






