As ordens de busca e apreensão foram autorizadas pelo Superior Tribunal de Justiça e abrangeram não somente o desembargador, mas também o deputado estadual Faissal Calil. A investigação da PF se concentra em possíveis crimes de corrupção passiva, advocacia administrativa e lavagem de dinheiro, reforçando a gravidade das alegações.
O afastamento de Dirceu dos Santos foi motivado por indícios de que ele teria proferido decisões judiciais mediante o recebimento de vantagens indevidas. A corregedoria do CNJ observou que o desembargador utilizou intermediários, incluindo empresários e advogados, para facilitar a prática de tais atos. Além disso, foi registrado uma intensa variação patrimonial no período de 2021 a 2023, que gera questionamentos sobre a origem dos recursos. Em 2023, a diferença entre o aumento do seu patrimônio e seus rendimentos legais atingiu a cifra de R$ 1.913.478,48.
O caso de Dirceu não é isolado. Ele emergiu em meio a investigações que também envolvem o desembargador Sebastião Moraes Filho, afastado em agosto de 2024 e alvo de um procedimento administrativo disciplinar no CNJ. Moraes é investigado devido às suas conexões com o advogado Roberto Zampieri, um lobista de sentenças assassinado a tiros em 2023 e que supostamente teria feito pagamentos em barras de ouro ao magistrado. A complexidade e a gravidade dessas investigações ressaltam os desafios enfrentados pelo sistema judiciário no combate à corrupção e à falta de ética em suas instituições.
