Em sua mensagem, o desembargador anunciou que está avaliando a possibilidade de pedir aposentadoria nos próximos dias. Essa decisão, que ele considera já amadurecida, depende de conversas pessoais com sua família. Importante ressaltar que, segundo Albuquerque, essa reflexão sobre a aposentadoria não está relacionada a um desgaste profissional ou a uma crise de vocação, mas sim a uma busca por um novo caminho.
Albuquerque fez questão de destacar que, apesar das dificuldades enfrentadas, seu gabinete foi o mais produtivo do TJAL em 2025. Para ele, a produtividade obtida ocorreu mesmo em um ambiente de condições estruturais desafiadoras, o que ressalta seu comprometimento com a justiça e com seus deveres como magistrado. Ele também afirmou que respeita tanto a instituição quanto a presidência do tribunal e seus colegas, mas anunciou que, a partir de agora, adotará uma postura de “urbanidade protocolar”. Essa postura implica uma limitação dos diálogos institucionais, restringindo as interações ao que seja estritamente necessário.
No conteúdo de sua publicação, Albuquerque também abordou a importância da independência da magistratura, criticando comportamentos que, segundo ele, refletem uma atitude de superioridade dentro do ambiente institucional. Ele enfatizou a necessidade de um Judiciário que se mantenha autônomo e foco na sua função primordial, que é a de assegurar justiça ao cidadão.
Este posicionamento do desembargador sinaliza uma era de reflexões no TJAL, ao mesmo tempo em que suscita debates sobre a autonomia dos magistrados e as dinâmicas que permeiam as relações no sistema judiciário. Enquanto a possibilidade de aposentadoria se concretiza como um passo pessoal, os desdobramentos de sua nova postura profissional ainda são esperados com atenção por aqueles que acompanham a cena judiciária do estado.
