O desembargador estava desaparecido desde 14 de abril, e a notícia de seu sumiço havia causado grande alvoroço no Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2). Desde então, a situação foi monitorada de perto tanto por membros da alta cúpula do tribunal quanto por investigadores da Polícia Civil. Nos bastidores, a preocupação era palpável: o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) do TRF-2 realizava reuniões semanais com a polícia para acompanhar o desdobramento das investigações.
A última vez que Alcides Martins Ribeiro Filho foi visto, ele havia realizado um saque de R$ 1 mil e, em seguida, embarcou em um táxi com destino à Vista Chinesa, no fim da tarde daquele dia. Desde então, sua família não teve mais informações sobre seu paradeiro, gerando angústia e apreensão entre os entes próximos.
Na quarta-feira seguinte à tragédia, a família do desembargador promoveu uma missa em sua memória na Paróquia Nossa Senhora da Conceição, localizada na Tijuca. Durante a cerimônia, o irmão de Alcides, o contador aposentado José Paulo Martins Ribeiro, de 67 anos, compartilhou detalhes sobre os últimos momentos do magistrado. Segundo José Paulo, a informação sobre o destino final de Alcides foi crucial para a investigação e foi fornecida por um taxista, que afirmou ter levado o desembargador até a Vista Chinesa no dia de seu desaparecimento.
Alcides vivia em Ipanema e estava na Tijuca apenas para passear naquele dia fatídico. A confirmação da corrida fornecida pelo taxista serviu como um ponto de partida importante para a investigação, que continua a buscar esclarecer as circunstâncias em torno da morte do desembargador. As autoridades garantem que todas as medidas estão sendo adotadas para elucidar o caso e proporcionar respostas à família enlutada.
