Descoberto no Uzbequistão, palácio do século VIII revela rico legado da cultura sogdiana na Ásia Central

Durante escavações na antiga cidade de Mingtepa, situada na região de Samarcanda, Uzbequistão, arqueólogos fizeram uma descoberta significativa: os restos de um imponente complexo que pode ter funcionado como palácio, datado do século VIII d.C. Esse achado é um importante marco para a compreensão da cultura sogdiana, que dominou a região na época.

A estrutura foi localizada dentro de uma cidadela fortificada conhecida como Arca, o que indica sua relevância no contexto histórico e social da época. Entre os artefatos encontrados, há esculturas, cerâmicas e itens decorativos, que atestam o alto status do edifício. No entanto, para elucidar ainda mais a finalidade e o projeto arquitetônico do palácio, os pesquisadores destacam a necessidade de futuras escavações.

Os estudiosos acreditam que Mingtepa pode ser identificada com a antiga cidade de Kabudan, mencionada em alguns registros históricos chineses. Essa hipótese se baseia na congruência entre a descrição geográfica da cidade em documentos históricos e a localização atual de Mingtepa. A cidade era composta por várias seções, incluindo a cidadela, um setor urbano fortificado e um assentamento externo, conhecido como Rabat. As dimensões do centro urbano somavam aproximadamente 40 hectares, enquanto o território total, abrangendo áreas rurais, poderia alcançar até 400 hectares.

Mingtepa parece ter sido estabelecida no século V e, de acordo com as evidências, teve seu auge entre os séculos VI e VIII, durante um período em que as cidades-estado sogdianas interagiam dentro de um complexo panorama político, marcado pela presença de canatos turcos nas regiões vizinhas. O conjunto arquitetônico recém-descoberto não apenas enriquece a narrativa histórica da Ásia Central, como também fornece insights valiosos sobre a organização social e as práticas culturais desse antigo povo.

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