A descoberta começou com a identificação de uma pedra cilíndrica que apresentava inscrições em latim. No entanto, as escavações revelaram ainda mais surpresas: diversas lajes com textos na língua venética, que era falada por povos que povoavam a região antes da influência romana. Esses textos, datados provisoriamente entre os séculos V e IV a.C., são especialmente valiosos para os estudiosos, pois lançam luz sobre as práticas e crenças religiosas que antecederam a era romana.
As traduções preliminares dessas inscrições indicam que elas funcionavam como pedidos votivos, onde os autores invocavam os deuses e registravam seus nomes em busca de favor divino. O uso do alfabeto venético, uma variante do alfabeto itálico do norte e que tem semelhanças com o etrusco, destaca a riqueza cultural e lingüística da região e traz à tona uma forma de expressão que, até agora, era menos compreendida.
Essa descoberta é um marco para a arqueologia, pois amplia o conhecimento sobre os rituais e a vida cotidiana dos povos pré-romanos e pode alterar a forma como se compreende a transição para a cultura romana dominante. À medida que os estudos avançam, espera-se que novas evidências continuem a surgir, ajudando a preencher lacunas históricas e a enriquecer a narrativa sobre um período fascinante da história italiana. Essa pesquisa não apenas evidencia a importância dos santuários na vida religiosa desses povos, mas também ilumina o complexo mosaico cultural que caracterizava a Península Itálica antes da ascensão de Roma.





