As escavações que levaram a essa descoberta ocorreram em março de 2026, durante obras de engenharia civil para a construção de uma bacia de retenção de águas pluviais. A equipe envolvida nas obras ficou surpresa ao encontrar as primeiras dez vigas de madeira a cerca de oito metros de profundidade. Inicialmente, a condição de preservação desses materiais era tão notável que os especialistas chegaram a duvidar de sua antiguidade, considerando até a possibilidade de serem restos modernos. No entanto, a dendrocronologia, uma técnica que analisa os anéis das árvores para determinar a idade dos troncos, confirmou que as vigas de carvalho realmente datavam do século IV a.C.
Stefanie Berg, chefe do Departamento de Conservação do Patrimônio Arqueológico local, enfatiza que a alvenaria de pedra, como a encontrada no local, é extremamente rara para a Idade do Ferro. Normalmente, quando estruturas de pedra são localizadas de tal época, elas estão ligadas a complexos fortificados, como muralhas que integram elementos de madeira. Isso torna a descoberta em Aschaffenburg ainda mais significativa, uma vez que ela pode sugerir novas formas de organização social e cultural dos assentamentos da época.
Com a continuidade das escavações e estudos, os arqueólogos esperam descobrir não apenas a função original desse complexo monumental, mas também aprofundar o conhecimento sobre os primeiros grupos humanos que habitavam a região. O que se desenha a partir dessa descoberta é uma oportunidade valiosa para reescrever partes da história local e compreender melhor os desafios e conquistas das civilizações que moldaram a Europa em seus primórdios.





