A presidente do México, Claudia Sheinbaum, destacou a relevância desse achado, classificando-o como “a descoberta arqueológica mais importante da última década no México”. Ela ressaltou a capacidade da tumba de oferecer novas informações sobre os rituais dos zapotecas, sua hierarquia social e a veneração de seus antepassados. O esplendor da decoração, aliada à qualidade de sua preservação, surpreendeu os especialistas e valorizou ainda mais o contexto cultural da época.
Os arqueólogos encontraram elementos fascinantes na entrada do túmulo, incluindo um relevo de uma coruja, que representa a noite e a morte na mitologia zapoteca. Além disso, o relevo exibe uma face moldada em estuque pintado de vermelho, responsável por oferecer uma forte expressão de autoridade, possivelmente representando um nobre da civilização. Essa figura é considerada uma representação de um ancestral dedicado ao local.
No interior da tumba, uma antecâmara dá acesso à câmara funerária, onde os pesquisadores identificaram um friso que destaca gravações com nomes de calendário. A entrada do túmulo é adornada por jambas esculpidas que mostram figuras masculinas e femininas, ainda vestidas com coberturas de cabeça e segurando artefatos, o que sugere que possam ter sido guardiões desse espaço sagrado.
Esse novo achado não apenas enriquece a narrativa histórica sobre os zapotecas, mas também reforça a importância da preservação do patrimônio cultural, que continua a revelar segredos sobre as civilizações que habitaram a Mesoamérica. A escavação dessa tumba é um elo vital entre o passado e o presente, convidando o mundo a reexaminar e aprofundar seu entendimento sobre as dinâmicas sociais e espirituais de uma das mais fascinantes culturas que já existiram.






