O estudo em questão identificou canais de drenagem localizados a cerca de 60 a 70 centímetros abaixo da plateia do teatro, cuidadosamente construídos com estruturas abobadadas de alvenaria. Acredita-se que esses canais tenham sido projetados para direcionar tanto a água da chuva quanto a água subterrânea para longe do monumento, evitando danos que poderiam comprometer sua integridade. Além disso, possivelmente os canais também drenavam a água utilizada em antigas performances aquáticas, que eram um atrativo para o público da época.
Infelizmente, ao longo dos séculos, sedimentos e construções subsequentes bloquearam diversas partes dessa rede, tornando difícil para os arqueólogos investigarem completamente todos os canais. Essa obstrução histórica ajuda a entender por que várias áreas do piso de mármore do teatro afundaram e sofreram danos, especialmente durante períodos de chuvas intensas, resultando em inundações que, por meses, afetavam a parte inferior da estrutura.
A pesquisa levantou a questão sobre como variações no terreno ao redor do teatro, causadas por atividades vulcânicas e urbanização, poderiam ter interrompido a drenagem natural que anteriormente direcionava água do teatro em direção ao mar. Esses dados foram coletados utilizando tecnologias avançadas, como o radar de penetração no solo, o que permitiu aos pesquisadores mapear características subterrâneas sem causar danos ao bem protegido.
As descobertas sobre a rede de drenagem não apenas oferecem novos insights sobre as técnicas de engenharia da Roma antiga, mas também servem como um alerta sobre os desafios de preservação enfrentados em sítios arqueológicos contemporâneos. As pesquisas continuam na esperança de que a história escondida sob a superfície do teatro romano de Catânia possa ser completamente revelada e compreendida.




