Paleontólogos realizaram uma descoberta significativa no México: fósseis de uma nova espécie de axolote, denominada Ambystoma quetzalcoatli, que viveu há aproximadamente 4,2 milhões de anos durante o período do Plioceno tardio. Os restos fossilizados foram encontrados em um local que, atualmente, é a região de Santa María Amajac, no estado de Hidalgo, onde existiu um lago montanhoso que agora não existe mais.
Essa nova espécie é um marco na paleontologia, pois representa o registro mais antigo do gênero Ambystoma identificado no México, que inclui diversas salamandras conhecidas por suas características únicas de desenvolvimento. As espécies deste gênero são conhecidas por apresentarem neotenia em algumas de suas variantes, onde animais adultos mantêm características larvais em sua fase final de vida.
A pesquisa foi conduzida por um grupo de cientistas que revisitaram amostras coletadas no início dos anos 2000, provenientes do sítio fossilífero chamado Sanctorum. Após uma análise cuidadosa e comparativa com parentes modernos e espécies relacionadas, os pesquisadores concluíram que os fósseis pertencem a uma nova espécie.
O Ambystoma quetzalcoatli introduz não apenas um novo capítulo na história evolutiva dos axolotes, mas também contribui para a compreensão da biodiversidade em sistemas ecológicos antigos, como o do lago que já existiu na região de Amajac. A combinação de características esqueléticas da nova espécie é distinta das encontradas em seus parentes vivos, o que indica uma evolução adaptativa que pode ter ocorrido em resposta ao ambiente específico em que vivia.
Esta descoberta é uma chamada à atenção sobre a importância da preservação desses ecossistemas e de suas ricas histórias evolutivas, que continuam a nos ensinar sobre a vida na Terra ao longo dos milênios. A pesquisa traz um novo olhar sobre os axolotes, destacando a riqueza do passado ecológico do México e sua relevância na atualidade.
