A carta intitulada “Planta e explicação daz enciadaz de Iaragôa e Pajusara” revela informações preciosas sobre a geografia e povoamento da área naquele período. Implantada próximo ao mar, Maceió já contava com três edificações, incluindo uma capela. Enquanto isso, a vizinha Jaraguá se destacava por suas seis casas de telha e dez de palha, distribuídas de forma dispersa.
A pesquisa, liderada pela arquiteta Maria Verônica da Silva e suas colegas Cynthia Nunes da Rocha Fortes e Josemary Omena Passos Ferrare, resgatou parte da história colonial ainda pouco explorada. Através de detalhamentos cartográficos e registros históricos, as pesquisadoras conseguiram reconstruir a imagem da Maceió de 1757, emocionando os estudiosos acostumados com a ausência de imagens da época.
A descoberta não só enriquece o conhecimento sobre a origem da cidade, mas também reforça a importância de preservar e valorizar a memória de seu passado. O mapa descoberto lança luz sobre a ligação entre Jaraguá e Maceió, confirmando a hipótese de um surgimento simultâneo das duas localidades.
Por meio dessa pesquisa, as professoras ressaltam a necessidade de olhar para o passado para compreender o presente e construir um futuro mais consciente e embasado em nossas raízes históricas. A história de Maceió se revela em cada detalhe da carta náutica de 1757, trazendo à tona um legado que merece ser preservado e celebrado por todos os alagoanos.
