Explosão Viral: Nova Terapia Sonora Promete Combater Vírus da Gripe e Covid-19
Uma nova esperança surge na luta contra infecções virais, como a gripe e a covid-19, graças a um estudo inovador realizado por pesquisadores brasileiros. Com o uso de ressonância acústica, uma técnica que envolve ondas sonoras do ultrassom, é possível “estourar” o vírus da infecção, promovendo uma melhora significativa nos pacientes. Essa abordagem não invasiva, semelhante ao método utilizado para visualizar fetos em gestantes, pode revolucionar o tratamento de infecções respiratórias.
Liderado pelo Instituto de Física de São Carlos (IFSC) da Universidade de São Paulo (USP) em colaboração com a Universidade Estadual Paulista (Unesp), o estudo revela que ondas sonoras de alta frequência, variando entre 3 MHz e 20 MHz, são capazes de causar alterações na estrutura dos vírus. Ao serem expostos ao ultrassom, tanto o vírus da gripe, influenza A (H1N1), quanto o sars-cov-2, causador da covid-19, são fragmentados, comprometendo sua capacidade infecciosa. Os cientistas ressaltam que esse impacto gera uma espécie de “explosão” no vírus, interrompendo seu funcionamento e, consequentemente, a infecção nos pacientes.
Uma das grandes vantagens dessa terapia é que ela não utiliza calor ou radiação, o que evita danos aos tecidos da pele durante o tratamento. Além de ser não invasiva, essa técnica pode diminuir a dependência de medicamentos para tratar infecções respiratórias, oferecendo uma alternativa mais segura e eficiente.
O coordenador do estudo, Odemir Martinez Bruno, destaca que embora o ultrassom já seja amplamente utilizado na visualização de tecidos, sua aplicação terapêutica para inativar vírus abre novas possibilidades na medicina. Embora o tratamento ainda não tenha sido testado em condições clínicas diretas, seu potencial pode se estender a outros vírus com estrutura esférica, como o da gripe aviária, herpes simples, e até mesmo arbovírus, como os da dengue e zika.
O primeiro autor da pesquisa, Flavio Protasio Veras, enfatiza que a combinação entre física e biologia pode levar a novas abordagens antivirais, aumentando o arsenal de ferramentas disponíveis para o combate a infecções virais. Os cientistas pretendem continuar os testes para avaliar a eficácia e segurança do método, numa expectativa de lançamento no mercado em um futuro próximo. Assim, o campo da saúde se vê atravessado por inovações que prometem impactar positivamente a qualidade de vida de milhões de pessoas.
