Descoberta Arqueológica no México Revela Cidade Maia Ocupada por Cinco Séculos em Sítio Maior do que se Esperava no Parque Oxwatz

Descoberta Arqueológica Revolucionária no Parque Oxwatz no México

Pesquisadores mexicanos realizaram uma descoberta impressionante nas últimas semanas de 2025, ao revelarem que um sítio arqueológico localizado dentro do Parque Oxwatz, no município de Tekal de Venegas, é significativamente mais extenso do que se esperava. As investigações apontam para a existência de uma antiga cidade maia que foi ocupada entre os anos 700 e 1200 d.C., um período que abrange cinco séculos de história rica e complexa.

O estudo faz parte do projeto X’baatún, uma parceria inovadora entre universidades da Espanha, como as de Barcelona e Cantábria, e o Conselho de Arqueologia do Instituto Nacional de Antropologia e História (INAH) do México. Essa colaboração evidencia a relevância das pesquisas interinstitucionais na busca pelo entendimento das civilizações pré-colombianas.

Juan García Targa, codiretor do projeto, comentou sobre a magnitude da descoberta: “O sítio arqueológico é muito maior do que se pensava anteriormente. Dentro do seu núcleo de nove quilômetros, cercado por um muro perimetral, existem aproximadamente 60 estruturas, mas ainda não determinamos sua extensão total.” Essa declaração ressalta a importância contínua da pesquisa, que utiliza modernas técnicas de mapeamento topográfico e tecnologias como drones e perfuração de poços para avaliar a área.

Até o momento, foram identificadas diversas estruturas que formam um complexo residencial, além de praças. Os traços arquitetônicos encontrados revelam uma forte influência do estilo Puuc, característico da expressão artística maia durante o Período Clássico Tardio, que ocorreu entre 600 e 900 d.C. As fachadas adornadas com mosaicos e elementos horizontais são marcas registradas desse estilo, demonstrando uma sofisticação construtiva notável.

García Targa afirmou ainda: “É evidente que em X’baatún existe uma fase de ocupação Puuc, manifestada através das colunas e abóbadas construídas com as chamadas ‘pedras de bota’, típicas do início da cultura Puuc.” Com a continuidade dos trabalhos em 2026, espera-se que novos detalhes sobre a vida e a cultura dos antigos maias sejam desvendados, revelando mais sobre a complexidade e as contribuições dessa civilização extraordinária. Essa descoberta não apenas ilumina um capítulo pouco conhecido da história maia, mas também destaca a importância da pesquisa arqueológica para a compreensão do nosso passado coletivo.

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