O Ministério do Turismo e Antiguidades do Egito divulgou que os edifícios encontrados são todos construídos com tijolos de barro, seguindo um planejamento urbano estruturado. As ruas principais do assentamento correm de norte a sul, enquanto as ruas transversais se estendem de leste a oeste, formando quarteirões devidamente delimitados e áreas abertas. Esse arranjo evidencia que o local não é simplesmente um acúmulo aleatório de habitações, mas uma verdadeira comunidade, com instalações residenciais, religiosas e defensivas interligadas.
O líder da expedição, Mahmoud Massoud, destacou que a equipe de pesquisadores encontrou todos os elementos necessários para a vida urbana da época, incluindo casas residenciais com amplos cômodos e tetos abobadados, além de cozinhas e fornos de pão. Também foram descobertos um moinho de grãos, duas torres de guarda ao redor do assentamento e uma fortaleza com paredes robustas. Entre os achados mais significativos está uma igreja em forma de basílica, um edifício retangular típico da arquitetura cristã primitiva, que remonta ao século IV d.C.
Esta descoberta não só ilumina o passado egípcio, mas também oferece uma janela única para as condições de vida e a organização social da época, sugerindo um ambiente comunitário bem estruturado. A integração de diferentes tipos de edificações dentro do assentamento busca não apenas a funcionalidade, mas também a segurança e a espiritualidade dos habitantes, refletindo a complexidade da vida urbana em um período crucial da história. A continuidade das escavações e estudos promete revelar ainda mais detalhes sobre esta fascinante localidade e sua relevância histórica.





