Um pequeno poço, com diâmetro inferior a 81 centímetros, chamou a atenção dos pesquisadores, já que estava repleto de ossos de animais. Dentre os achados, a identificação dos dentes laranja característicos dos castores foi um destaque. Além disso, um objeto de sílex encontrado na mesma camada de solo forneceu indícios da datagem neolítica, reforçando a conexão com a cultura do Danúbio Ib, uma sociedade que ocupava a região e parte da Europa Central durante esse período.
A fossa óssea foi cuidadosamente retirada em um bloco de solo para uma análise mais aprofundada em laboratório. A datação por radiocarbono revelou que os ossos pertencem a um período que varia entre 4935 e 4787 a.C, um tempo em que os castores eram, sem dúvida, uma parte notável do ecossistema local. Embora existam indícios de que a carne de castor era consumida por populações pré-históricas, a falta de marcas de cortes típicas nos ossos sugere que o principal objetivo da caça era a pelagem dos animais. Os pesquisadores propõem que os castores foram esfolados e suas carcaças, em vez de serem consumidas, foram deixadas para decompor, provavelmente em um monte de descarte.
Esta descoberta lança luz sobre as práticas de subsistência das comunidades neolíticas e como aproveitavam os recursos disponíveis em seu entorno, revelando um aspecto fascinante da relação entre os seres humanos e a fauna da época.
