Mesmo com um possível acordo de paz entre os Estados Unidos e o Irã, análise indica que seria necessário um tempo considerável para que a normalidade se restabelecesse, provavelmente meses. A devastação já ocasionada na infraestrutura do Golfo Pérsico é profunda, e suas consequências poderão ser sentidas por muito mais tempo. O tráfego no estreito pode ficar aquém dos níveis normais até o fim de junho, com potencial de atrasos nas entregas que podem variar de 20 a 40 dias para regiões mais distantes.
Os danos estruturais às instalações energéticas são sérios, afetando diretamente a produção e a exportação de combustíveis. Algumas dessas infraestruturas podem levar anos para serem totalmente reconstruídas, dado o acesso restrito a equipamentos indispensáveis. Além do setor energético, a interrupção das cadeias de suprimento de materiais essenciais, como fertilizantes e gases industriais, propaga uma onda de impactos econômicos globais, prejudicando especialmente os países em desenvolvimento que estão tentando se recuperar.
Portanto, o panorama é claro: os efeitos do conflito armado na região não se limitarão a um desfecho rápido. Ao contrário, as implicações poderão persistir, afetando um leque amplo de setores, desde a produção eletrônica até a construção civil. Com isso, a crise energética global pode se aprofundar, tornando-se um desafio ainda maior nas discussões geopolíticas e económicas atuais.
