De acordo com os especialistas da ANM, o preenchimento das sete cavidades que se situam fora da camada de sal está projetado para ser concluído até 2027. Contudo, o término total das atividades de mineração e reabilitação das áreas afetadas se dará em um período que ultrapassa uma década, indicando a complexidade e a extensão desse processo.
Antes da reunião com o MPF, membros da ANM se reuniram com representantes da Braskem, além de programarem uma vistoria técnica nas áreas impactadas para monitorar o andamento das intervenções planejadas. É essencial ressaltar que, mesmo após o encerramento das atividades de exploração, o monitoramento das regiões afetadas continuará de forma permanente.
Os técnicos da agência explicaram que serão empregados diferentes sistemas de monitoramento, como microssísmica, DPGS e tecnologia de satélite InSAR, já utilizados atualmente. A ANM assegurou que o modelo de monitoramento adotado atende aos requisitos técnicos necessários para acompanhar de forma eficaz a situação.
Durante a reunião, a ANM também expôs dificuldades estruturais que limitam sua capacidade de acompanhar o caso de maneira mais robusta. Com apenas cinco técnicos atuando na gerência responsável por este caso, que também abrange outras demandas em todo o país, a equipe apontou a necessidade de aumentar esse número para pelo menos seis profissionais dedicados exclusivamente à fiscalização em Alagoas. Além disso, a agência mencionou que restrições orçamentárias têm sido um obstáculo significativo para expandir sua capacidade de monitoramento e fiscalização nas áreas afetadas, destacando a complexidade do cenário que envolve a desativação das minas.
