Os dados coletados mostram que a desaprovação é particularmente alta entre homens, jovens de 16 a 24 anos e pessoas com escolaridade até o ensino médio, além de indivíduos que pertencem a famílias com rendas entre R$ 2.000 e R$ 3.000. Para se ter uma ideia, a taxa de desaprovação atinge 75,5% entre os mais jovens e 74,2% entre os evangélicos. Esses índices acentuam a percepção de que a insatisfação com a gestão do presidente se distribui de maneira desigual ao longo do país.
Regionalmente, os dados são ainda mais intrigantes. No Norte do Brasil, a desaprovação ao governo chega a 64,9%, um indicador que reflete claramente os desafios enfrentados por Lula em conquistar o apoio dessa população. Essa regionalização da rejeição aponta para a complexidade do cenário político atual e a necessidade de estratégias diferenciadas.
Por outro lado, a pesquisa também mostra que a aprovação é mais robusta entre as mulheres, que registram um apoio de 55,9%. Entre os mais velhos, a aceitação cresce significativamente; na faixa etária acima dos 60 anos, essa porcentagem atinge impressionantes 73,3%. Esses dados indicam que Lula ainda mantém um certo respaldo, especialmente em segmentos que parecem estar menos influenciados pelas críticas quanto a sua administração.
Outro ponto digno de nota é a forte aprovação de 84,2% entre agnósticos e ateus, evidenciando um contraste entre crenças e a aceitação do governo. Assim como o Nordeste, que se destaca como a principal base de apoio do presidente, onde 57,2% da população avalia seu governo de forma positiva. Esses dados elucidam não apenas o equilíbrio delicado da popularidade de Lula, mas também os desafios que ele enfrenta em um ambiente político em constante transformação. A divisão da opinião pública brasileira em relação ao presidente é um retrato das tensões sociais, econômicas e culturais que permeiam o país neste momento.






