Desaparecimento de adolescente no DF: pai descreve angústia e pressiona por respostas após corpo encontrado em obra

Em um relato que ressoa dor e desespero, o pai de Samuel Coutinho Ferreira, um adolescente de 17 anos encontrado sem vida em uma construção em São Sebastião, no Distrito Federal, compartilha a angústia de dias sem saber do paradeiro do filho. A tragédia se desenrolou após Samuel sair de casa na noite de 9 de abril, informando ao pai que iria se encontrar com amigos.

As últimas imagens do garoto foram capturadas por câmeras de segurança, nas quais ele é visto na madrugada do dia seguinte, acompanhado de um casal. Esta foi a última vez que Samuel foi avistado, antes de se transformar em um mistério angustiante para sua família. Jailson dos Santos, pai do adolescente, relembra suas preocupações ao insistir para que o filho não saísse naquela noite, uma vez que ele tinha um treino de tênis marcado para o dia seguinte. Apesar de prometer retornar em algumas horas, a comunicação foi interrompida naquela madrugada.

Na manhã do dia 10, Jailson despertou para um pesadelo: Samuel não havia voltado e suas tentativas de contatá-lo foram em vão. O pai imediatamente dirigiu-se à delegacia para registrar o desaparecimento do filho, após ouvir informações desencontradas de amigos que o viram. A jornada pelo despertar do desespero levou a família a buscar respostas por conta própria, colocando cartazes pela região sem nada a descobrir.

O corpo de Samuel foi encontrado em um estado avançado de decomposição em uma obra, algo que acendeu a indignação não apenas da família, mas também da comunidade. Jailson denunciou uma falta de atenção por parte da polícia durante as primeiras horas do desaparecimento, fato que intensifica ainda mais sua dor. Ao ser informado sobre a localização do corpo, o pai chegou a duvidar do que ouviu, pois, em primeira instância, a informação que recebia era de que não se tratava de Samuel.

Descrevendo o filho como um jovem alegre e promissor, Jailson lembra que Samuel estava prestes a seguir carreira profissional no tênis, tendo já conquistado uma bolsa esportiva. O enterro aconteceu sob comoção no Cemitério Campo da Esperança, e a dor da perda se transforma agora em um clamor por respostas. As investigações em curso pela 30ª Delegacia de Polícia do DF ainda não trazem informações concretas sobre o caso.

O delegado responsável pela investigação, Rooney Matsui, garante que a busca por esclarecimentos está em andamento e a colaboração da comunidade é essencial. A expectativa dos familiares é que, em breve, os responsáveis por essa tragédia sejam identificados, trazendo um pouco de paz para uma família dilacerada pela dor da perda de um jovem repleto de potencial e sonhos.

Jornal Rede Repórter - Click e confira!


Botão Voltar ao topo