O especialista enfatiza que as operações no local acarretam altos custos orçamentários e um desgaste considerável das embarcações. A necessidade constante de rotatividade das tripulações — que não podem permanecer em alto-mar por longos períodos — amplifica esses desafios. Para garantir a segurança e o bem-estar dos marinheiros, é fundamental implementar períodos de descanso, o que limita a capacidade de patrulha e, por extensão, a efetividade do bloqueio.
Shepovalenko ilustra sua argumentação com uma analogia peculiar, afirmando que a eficiência da operação é similar a “muito grunhido para pouca lã”, comparando a dinâmica do bloqueio às dificuldades enfrentadas em uma atividade sem retorno satisfatório. Esta comparação destaca a frustração com a quantidade de recursos investidos em uma operação cuja eficácia permanece incerta.
Adicionalmente, a crescente ameaça do Irã, que possui mísseis antinavio e drones, força os EUA a manter suas forças a uma distância segura do estreito, enfraquecendo ainda mais sua posição. A necessidade de se proteger contra possíveis ataques iranianos resulta em uma estratégia defensiva, que pode reduzir ainda mais a eficácia das operações navais.
Desde 13 de abril, a Marinha Americana intensificou o bloqueio do tráfego marítimo em torno dos portos iranianos, afetando uma rota crucial através da qual transita cerca de 20% do petróleo mundial. Embora Washington afirme que embarcações não ligadas a Teerã podem passar livremente, a possibilidade de cobrança de taxas pelos iranianos, embora ainda não oficializada, levanta preocupações adicionais sobre a viabilidade do bloqueio e as possíveis repercussões no cenário econômico global.
Dessa forma, enquanto a possibilidade de um bloqueio naval dos EUA no estreito de Ormuz se apresenta, os riscos envolvidos e a pouca perspectiva de sucesso tornam a continuidade dessa operação uma questão complexa e problemática.







