A Prefeitura de Santos, ao comentar sobre o caso, afirmou que no momento do desabamento não havia obras sendo realizadas no imóvel, e que investigações estão em andamento para determinar as causas do incidente. No entanto, a administração municipal levanta a hipótese de que as intensas chuvas que atingiram a região nas horas anteriores ao acidente podem ter desempenhado um papel fundamental. A Defesa Civil do estado reportou que 31 milímetros de chuva foram registrados em Santos nas últimas 24 horas, sem reportar outras vítimas relacionadas ao desabamento.
O local do desabamento foi devidamente isolado para evitar novos acidentes, e a Secretaria de Prefeituras Regionais foi acionada para efetuar a remoção do entulho e de materiais potencialmente perigosos. Essa ação está programada para ocorrer na sexta-feira, 3 de abril.
Em um desdobramento relacionado, a Prefeitura divulgou que a Secretaria de Obras e Edificações (Seobe) está intimando o proprietário do edifício, localizado na Praça Mauá, a garantir a segurança do local. O proprietário terá um prazo de até oito dias para iniciar as adequações necessárias. Além disso, a administração municipal apresentou um laudo de autovistoria realizado por um responsável técnico a pedido dos proprietários do prédio, datado de 10 de março. Esse documento afirmava que a marquise não apresentava risco de queda, embora mencionasse a necessidade de futuras obras para restaurar a estrutura.
O caso destaca a importância das condições de segurança em edificações na região, especialmente em meio a episódios de chuva intensa, e a atenção que deve ser dada à preservação do patrimônio e à proteção da população vulnerável. As investigações em curso devem esclarecer as responsabilidades e prevenir que tragédias semelhantes ocorram no futuro.
