A cena, marcada pelo choro e angústia, foi acompanhada de perto por jornalistas, incluindo representantes de agências de notícias, que relataram a intensa mobilização de bombeiros e policiais. Os socorristas, em um esforço desesperado, tentaram fornecer água e medicamentos intravenosos a um dos sobreviventes presos sob lajes de concreto e ferros. O chefe de polícia regional informou que todas as tentativas foram em vão, evidenciando a gravidade da situação.
Entre as pessoas desaparecidas, muitos eram trabalhadores da construção civil. O ataque de uma avalanche de destroços também atingiu uma pousada nas proximidades, resultando na morte de um turista malaio e ferindo outro hóspede, que conseguiu escapar. A situação se torna ainda mais angustiante com a espera dos familiares dos trabalhadores, que se aglomeram em barracões próximos ao local, esperando por notícias. A ansiedade é palpável, como ilustrado pelo relato de uma mulher que descreveu sua crescente desesperança à medida que os esforços de resgate avançam lentamente.
O prefeito da cidade, Carmelo Lazatin, expressou sua esperança na possibilidade de resgatar mais pessoas com vida, buscando evitar más notícias para as famílias. No entanto, as precauções durante as operações são rigorosas, pois as enormes placas de concreto ainda se sustentam instavelmente sobre os andaimes, representando um risco significativo para os socorristas.
Enquanto 26 trabalhadores conseguiram escapar ou foram resgatados, a atenção se volta agora para a investigação que determinará as causas do colapso e possíveis violações das normas de segurança e construção. O incidente ocorra em um contexto em que Angeles, cidade com um passado militar americano, se transformou em um polo industrial e turístico, tornando a tragédia ainda mais impactante para a comunidade local.
