Deputados protagonizam bate-boca na Câmara acusando um ao outro de corrupção durante audiência pública tumultuada.

Nesta terça-feira, a Câmara dos Deputados foi palco de um acalorado bate-boca entre os parlamentares Jorge Solla, do PT da Bahia, e Gilvan da Federal, do PL do Espírito Santo. A discussão, que ocorreu durante uma audiência pública na Comissão de Fiscalização e Controle da Casa, teve como pano de fundo acusações mútuas de defesa de atos de corrupção.

O embate teve início depois do discurso do ex-procurador e ex-deputado Deltan Dallagnol, do Novo-PR, que participou do evento por videoconferência. Quando foi aberto espaço para comentários dos parlamentares, Solla e Gilvan começaram a discutir e trocar insultos.

Gilvan acusou o ex-presidente Lula de ser corrupto, o que causou a indignação de Solla, que anunciou sua saída da sessão. O petista afirmou: “Eu vou sair porque não estou disposto a ouvir mentira”. Em resposta, Gilvan chamou Solla de “covarde”, enquanto o petista o desafiou a abrir seu sigilo bancário para provar sua inocência.

Durante a saída de Solla da comissão, Gilvan continuou proferindo insultos, chamando-o de “covarde” e “moleque”. A sessão, que contou com a presença de apenas 15 deputados, menos da metade do colegiado, também teve a participação de advogados críticos à Lava Jato.

O clima acalorado entre os deputados demonstra a polarização e as tensões políticas que permeiam o cenário atual. Os ataques pessoais e as acusações mútuas refletem a falta de diálogo e o ambiente conturbado que tem marcado o debate político no país.

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